A Teosofia em geral tem uma forte influência nos novos ensinamentos, especialmente em suas vertentes históricas centralizadas em Helena P. Blavatsky e sua sucessora espiritual Alice A. Bailey. Porém, dentro das revelações do Plano da Hierarquia, procura-se hoje dar uma cor mais “científica” ao tema, tratando basicamente de retirar os véus remanescentes, além de apurar sínteses e agregar idéias complementares, como seria a questão social e a própria espiritualidade e iniciação. Esta é a origem da “Teosofia Científica”, uma doutrina promissora que trabalha basicamente com a Ciência dos Ciclos. Uma Teosofia Científica reuniria -nada mais e nada menos- que os dois pólos extremos do conhecimento (espiritualidade e ciência), preenchendo daí todo o leque do humano saber.

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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

ALICE A. BAILEY: PITONISA & PROFETISA

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A preparação dos tempos novos, comumente tem se valido do valor feminino para tecer a Ponte mística com a Verdade, tal como o faz em relação à vida toda na concepção. Tem-se o conhecimento do respeito que os oráculos gregos (entre outros) mereceram nos tempos antigos, assim como o exaltado papel da mulher na biografia dos grandes seres.

“Profetas e Sibilas”, de Perugino: Deus e os anjos sobre todos!

Nos tempos novos que se anuncia, tal coisa não tem sido diferente. A magistral obra de Alice A. Bailey, a coloca como sucessora credenciada de H. P. Blavatsky, na qual bebeu à exaustão e com vívido espírito de serviço aos Mestres. Com rigor britânico, organizou as informações iniciáticas dispersas na Doutrina Secreta, legando tratados de grande utilidade esotérica amparados por uma exegese admirável. Este fato, permitiu que as coisas mais esotéricas da Doutrina Secreta, adquirissem um caráter didático e construtivo, em favor dos autênticos aspirantes à iniciação.

Alice A. Bailey (1878-1949)

Lê-se, por exemplo, numa de suas obras mais impressionantes, o “Tratado Sobre Fogo Cósmico”, que “este livro contém uma ampliação dos ensinamentos difundidos no livro ‘A Doutrina Secreta  de H. P. B.’, sobre os três fogos - Fogo Elétrico, Fogo Solar e Fogo por Fricção; também apresenta a chave psicológica da Doutrina Secreta e deverá ser estudado e pesquisado pelos Discípulos e Iniciados com a segunda iniciação e em preparação para a terceira, ao finalizar o século XX e início do século XXI, até o ano de 2.025.”
De certa forma, esta data de 2025, anuncia o final do “Plano da Hierarquia de Preparação para a Nova Era” por ela anunciado em “Os Raios e as Iniciações”, ocupando o período de três gerações, e incluindo uma etapa posterior a Bailey, a qual todavia cobriria em apoio.

Aquele que criticam Bailey porque ela anunciou a exteriorização da Hierarquia (dizem alguns até que por isto ela “perdeu a assistência interna da Hierarquia”, o que soa aliás um tanto paradoxal!), são os mesmos incapazes de enxergar que a amanuense dispôs os meios necessários para que tal coisa acontecesse e no momento oportuno, através dos seus profundos ensinamentos esotéricos (ou nem sempre assim tão “seus”, conforme o demonstrado) e pela forma demonstrada de encarar o mundo!
Vale conferir, por exemplo, o seu texto sobre o Inquiridor-Mor (ver) de cada geração, onde recoloca vividamente certas questões de grande tradição e importância esotérica mundial (ver em “Um Tratado Sobre Magia Branca”). Trata-se daquilo que Padma Sambahava chamava de Tërton, o “buscador dos tesouros sagrados”, e os sufis denominam Ketub, o “Eixo” ou “Pólo” espiritual, etc.
Vale conferir, nesta acepção, a obra de J. Bennet “Os Mestres de Sabedoria”, autor ligado ao pensamento teosófico e ao Quarto Caminho (Gurdgieff), que andou pela Ásia central buscando informações históricas sobre os Ketubs da tradição sufi, dentre os quais Ibn Arabi, dito Sheik al Akbar ou “o maior dos Mestres”, terá sido indubitavelmente um dos mais notáveis; apesar de ter vivido na mesma gloriosa época de Rumi e da São Francisco, entre tantos outros nomes maiores que então despontavam para alicerçar uma Renascença mundial.


Ibn Arabi, “Eixo” espiritual de sua geração

O anúncio da vinda à manifestação “dos mestres mais conhecidos”, não fora feito exatamente por Bailey, mas sim pelos Mestres que estavam por detrás dela, em especial pelo Tibetano. Apenas o tempo poderá dizer sobre a realidade ou não destas predições, mas de nossa parte sabemos que grandemente elas se tem efetivado...

Existem aliás algumas obras de Bailey, destinadas especialmente para garimpeiros decididos do conhecimento OCULTO, por conter “tesouros” esotéricos especiais... É uma das formas declaradas (e ainda há outras) que a Hierarquia encontrou para transmitir certas Chaves esotéricas da iniciação através desta amanuense -como se explicita na Introdução dos dois grossos volumes de “Discipulado na Nova Era”.
Em Bailey, se dá muitas senhas esotéricas, e se explora o conteúdo de “inúmeras” chaves dadas por Blavatsky, como no uso esotérico do OM (AUM) como tema nuclear da “iniciação verdadeira” (“solar”, árya, mental, terceira, hamsa, anagami, etc.). Fala-se de “novas” iogas e, de forma ainda mais secreta, dá-se indicações de processos ocultos que levam à própria iluminação, regida já pela “Palavra Pedida” (ou Ocultista) desta iniciação quaternária que a Maçonaria divulgou no mito de Hiram. Há também chaves-mestras para acessar novos saberes, relativa às próprias Chaves futuras da Doutrina Secreta. Etc.
Neste sentido, certo viés profético de sua obra, antes de ser ocultamente contraproducente, pelo contrário agrandou o Plano colocando-o de vez nos trilhos da Tradição, através de conteúdos mais profundos e pragmáticos destinados a “preparar os caminhos dos Reis do Oriente” (Ap 6:12).

Os Reis Magos (Mt 2:1)

Bailey não se destacou apenas por ser uma profetisa ímpar num cenário dominado pelo anarco-misticismo new age; elevando-se como uma ilha em meio a um oceano de medianidades e incertezas, mormente dominado ainda pelas coisas do passado. Ela também teve a grandeza de apresentar textualmente o seu trabalho como transitório, demonstrando o quão alto ela enxergava o futuro e o panorama do conhecimento sagrado.
Pois, por maior que possa parecer a sua contribuição (como também Blavatsky antes parecera), como os nossos tempos são dinâmicos face à mudança e a renovação das coisas, Bailey tinha consciência da grave transitoriedade da sua própria obra, legando então novas chaves para o futuro e anunciando uma nova “sucessão” para a virada do século, tal como Blavatsky também fizera antes, representando tudo isto enfim o “Plano da Hierarquia de preparação da Humanidade para a Nova Era” de que trata A.A.B. em “Os Raios e as Iniciações”, a culminar na “reabertura das verdadeiras Escolas de Iniciação” e “na restauração dos Mistérios Eternos”, ante a Nova Era chegada...

As profecias de Bailey

As profecias de Alice A. Bailey não se limitaram à vinda dos mestres, mas abarcaram uma série de detalhes civilizatórios que facilmente vem se cumprindo.
No tocante à vinda das Hierarcas, suas profecias tampouco se limitam a meramente predizer algo de forma isolado, mas no melhor etilo dos grandes profetas, predizem com autoridade porque se comprometem ativamente com o processo da profecia. Isto inclui uma informação técnica (ou esotérica e ocultista), social e civilizatória, fornecendo imensos elementos e detalhes sobre as circunstâncias e a necessária preparação do mundo para o Advento dos Mestres. Ainda que a verdadeira preparação seja, a nosso ver, aquela dos próprios Mestres, sabedores que vem não para serem servidos, mas para servir, e não para receberem sacrifícios, mas para se sacrificar.

Analisemos agora uma das passagens onde mais pontualmente Bailey trata da manifestação dos Mestres da Hierarquia (o que não ocorre no obra posterior “A Exteriorização da Hierarquia”, como alguns poderiam imaginar, mas sim já no denso volume do “Tratado Sobre Fogo Cósmico”).
“O Mestre Jesus tomará um veículo físico e, com alguns de Seus chelas, levará a efeito a reespiritualização da igreja ca­tólica, derrubando a barreira que separa as igrejas Episcopal e Grega da Romana. Se os planos progredirem, como é de esperar, isto poderá suceder ao redor do ano 1980.” (Bailey, “Tratado Sobre Fogo Cósmico”, pg. 450)

Jesus, o Mestre do 6º Raio

Trata-se esta da profecia hierárquica mais importante e pontual, pois aponta uma data -embora não o faça de forma mais taxativa. Tampouco esclarece o momento de vida do Mestre que corresponde esta manifestação, se a encarnação física ou, mais provavelmente, a sua missão pública.

Maitreya, o “Instrutor do Mundo”
Vale notar que, em outra parte, Bailey declara que o Mestre Jesus será o primeiro dos Mestres a tomar duas vezes uma avatarização, voltando assim o encarnar o Cristo (a literatura da Nova Era, na verdade tem relacionado já Krishna, Jesus e Maitreya). Este fato se explicaria também pela função de Manu da Sexta Raça dever ser um Mestre de Sexto Raio, como sucede a Jesus. Prosseguindo, então:
 “O Mestre Hilarión também virá e se converterá num punto focal de energia búdica no vasto movimento espiritista, enquanto que outro Mestre está trabalhando no movimento da Ciência Cristã (Chris­tian Science) a fim de induzi-la a adotar linhas mais sólidas. É interessante observar que ditos movimentos têm posto uma forte ênfase sobre o coração ou aspecto amor, portanto, poderão res­ponder com mais rapidez à força que afluirá durante o advento, do que os demais movimentos considerados muito avançados. A ‘mente puede matar’ o reconhecimento do Real, pois o ódio entre irmãos afasta a corrente da força de amor." (Bailey, op. cit., pg. 451)

Hilarion, o Mestre do 4º Raio

Bailey sugere, aqui, que movimentos como estes citados, poderão reconhecer mais facilmente ao Cristo (e demais Mestres) por trabalharem com a energia do amor, do que aqueles que têm maior ênfase na energia mental.
Ato seguinte,  texto trata da vinda dos Mestres Morya (1º Raio), Kut Hoomi (2º Raio) e –caso não se trate de algum outro- Djwhal Khul (2º Raio), através dos seus vínculos com a Sociedade Teosófica em especial:
 “Os três Mestres, estreitamente vinculados com o movimento teosó­fico, já estão fazendo Seus preparativos e atuarão também entre os homens, reconhecidos por Seus seguidores e por quem tem olhos para ver.” (Bailey, op. cit., pg. 451)



Morya, Kut Humi e Djwhal Khul


Como isto se realizará? Bailey responde: “A estes chelas que estão submetidos à necessária disciplina se lhes oferecerá a oportunidade de trabalhar no plano astral e, se eles assim o escolhem, de encarnar imediatamente, sempre que tenham alcançado a continuidade da consciência.” (Bailey, op. cit., pg. 451)

Provavelmente, se trata da reiterada oportunidade dos discípulos mais avançados destes Mestres, de poderem encarnar a Sua energia ou até a sua essência, concedendo uma personalidade para a Sua manifestação. Sigamos daí, para a conclusão onde Bailey exalta a arte da cura espiritual que os Mestres tão bem dominam e tanto têm para ensinar ao mundo:
“O Mestre conhe­cido por D. K. tem projetado restaurar -por meio de Seus estudantes- alguns dos antigos e ocultos métodos de curar, e também assinalar:

a.       O lugar que ocupa o corpo etérico,
b.      O efeito que produz a força prânica,
c.       O desenvolvimento da visão etérica.

“Nada mais posso dizer sobre os planos dos Grandes Seres. Sua aparição não será simultânea, pois os povos não poderiam resistir à enormemente acrecentada afluência de força; o reconhecimento dos Mestros e de Seus métodos dependerá da intuição e do treinamento dos sentidos internos. Não os anunciará nenhum arauto, e somente Suas obras os proclamarão.” (Bailey, op. cit., pg. 451)

Cabe destacar, pois, que o aparecimento dos Mestres “não será simultânea”, não cabendo pois esperar a Sua vinda enfileirados, ou reunidos fisicamente, nem se pode descartar que estes Mestres venham como regentes ou “Manus” das sub-raças da nova raça-raiz aberta oficialmente neste ano de 2013, de acordo com os precisos calendários maias-mahuas. Ademais, existem outras sequências naturais a serem observadas, razão pela qual a vinda do Instrutor do Mundo é a primeira e a única data claramente definida pela profetisa!
E finalmente, que os Mestres tampouco serão anunciados por ninguém, valendo como auto-testemunho unicamente a própria força e valor de seus trabalhos, como deve realmente sempre ser. Voilá!
 
Saint Germain e Maha Chohan

Em outras obras e passagens, Bailey também trata destes temas, especialmente em “A Exteriorização da Hierarquia” e em “O Reaparecimento do Cristo”. Na primeira, há dados também sobre a manifestação do Mestre Rakoczy, ligado ao Mestre Saint Germain (7º Raio), no papel de Maha Chohan ou “Senhor da Civilização” (expressão do 3º Raio). Ao passo que “O Reaparecimento do Cristo”, representa uma bem montada peça literária de valor intrínseco.
Aqueles que apreciam a obra do Tibetano, desde os tempos de seu trabalho junto a Helena P. Blavatsky, devem também levar em conta as suas profecias, que tem se cumprido fielmente no que tange a temas como a continuidade de sua própria e exaltada revelação, não faltando candidatos para cumprir este papel. Para o mais, o tempo certamente ainda terá muito o que dizer.
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